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Luis Dantas


Para que serve o "Direito"?

Uma convicção pessoal firme minha é a de que nossa sociedade desperdiça muitos recursos e cria muito sofrimento e alienação evitáveis por mistificar certos conceitos.  Um deles é o que em outros países é chamado de Lei, mas aqui no Brasil é um tanto surpreendentemente chamado de "Direito".  Uma área que algum dia não mais será aceita como opção legítima de atividade profissional.

Este artigo por Gisela Maria Bester ilustra bem como muito da supostamente essencial atividade da área de advocacia e arbitragem política oficial acaba sendo, na prática, uma fuga coletiva.  Um esforço majestoso em construir tigres de papel para depois gastar esforços igualmente impressionantes em destruí-los, enquanto se afirma continuamente que problemas significativos estariam sendo resolvidos nesse exercício.

Como salvar a Constituição dos “constitucionalistas”?

Um nome mencionado de passagem nesse artigo é o de Luis Alberto Warat, professor de Direito nascido na Argentina que aparentemente alcançou considerável fama lá e aqui no Brasil por suas teses surpreendentes e desorientadoras.  Não duvido que ele tenha sido bem intencionado e que inclusive tenha beneficiado muito a percepção e consciência social dos profissionais da área.  Mas não deixa de ser tristemente irônico que até mesmo os heróis do "Direito" o são exatamente por causar confusão e desorientação entre o que supostamente são linhas sólidas de orientação da área.  

A supervalorização das atividades de arbitragem (necessária por motivos pragmáticos, mas completamente inadequada para qualquer tipo de intenção de reforma da sociedade) e de advocacia (inerentemente criadora e preservadora de desigualdades sócio-econômicas e de distorções sérias de percepção da utilidade e valor dos elementos da sociedade) é uma das realidades mais tristes e destrutivas da cultura ocidental.



Escrito por Luis Dantas às 11h01
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